Durante muitos anos, uma das principais preocupações de qualquer loja virtual foi relativamente simples: aparecer bem no Google. Quem conseguia ocupar as primeiras posições nas pesquisas tinha acesso a uma fonte constante de potenciais clientes procurando produtos, comparando preços e tentando decidir o que comprar.
Essa lógica continua funcionando. Mas uma nova porta de entrada está crescendo rapidamente.
Dados divulgados pela Shopify nesta semana mostram que o número de sessões enviadas por ferramentas de inteligência artificial para as lojas hospedadas em sua plataforma cresceu 197% no segundo trimestre de 2026 em relação ao mesmo período do ano anterior. Na prática, o tráfego praticamente triplicou em apenas um ano. O volume de pedidos gerados por essas visitas também cresceu aproximadamente três vezes.
Estamos falando de consumidores que podem iniciar uma compra de uma maneira bem diferente daquela com a qual nos acostumamos.
Em vez de abrir o Google e pesquisar algo como “melhor notebook até R$ 5 mil”, o consumidor pode entrar no ChatGPT, Gemini, Copilot ou outra ferramenta e escrever uma pergunta muito mais específica: “Preciso de um notebook leve para trabalhar com edição de fotos, que tenha boa bateria, 16 GB de memória e custe até R$ 5 mil. Quais modelos valem a pena?”
A inteligência artificial faz parte da pesquisa, compara características, ajuda a reduzir as opções e pode indicar produtos ou páginas de lojas onde aquela pessoa encontrará exatamente o que procura.
Quando o consumidor finalmente chega ao e-commerce, portanto, ele talvez não esteja apenas começando sua pesquisa.
Em muitos casos, já sabe o que quer.
É justamente isso que torna os novos dados da Shopify tão interessantes.
Apesar do crescimento de 197%, o Google e a busca orgânica continuam muito maiores em volume. As sessões originadas de pesquisas tradicionais cresceram 12% no mesmo período e ainda enviaram mais tráfego aos comerciantes da Shopify do que todas as plataformas de inteligência artificial acompanhadas pela empresa somadas.
Ou seja: não estamos diante do fim do Google.
Pelo menos não agora.
O que começa a aparecer é uma mudança na maneira como uma parte dos consumidores pesquisa antes de comprar.
O número de 197% impressiona, mas existe outro dado ainda mais importante
Olhar apenas para o crescimento do tráfego pode esconder a parte mais interessante do estudo.
A Shopify percebeu que os visitantes vindos de ferramentas de IA apresentam um comportamento diferente daqueles originados da busca orgânica tradicional.
Quando um consumidor encaminhado por uma IA chega diretamente a uma página de produto, sua taxa de conversão fica aproximadamente 80% acima daquela observada entre visitantes provenientes da busca orgânica.
Em categorias nas quais o consumidor precisa pesquisar bastante antes de decidir — comparando especificações, compatibilidade, avaliações, funcionalidades e diferenças entre modelos — a vantagem chega a aproximadamente duas vezes a taxa de conversão do tráfego orgânico.
Isso ajuda a explicar o que está mudando.
Pense na compra de um cabo simples para celular. A decisão provavelmente exige pouca pesquisa. O consumidor sabe o modelo do aparelho, procura um cabo compatível, compara preço e entrega e realiza a compra.
Agora pense na compra de uma câmera, smartwatch, notebook, equipamento esportivo ou eletrodoméstico.
A conversa muda.
Qual modelo possui melhor bateria?
Esse produto é compatível com determinado equipamento?
Vale pagar R$ 500 a mais pela versão superior?
Qual opção é melhor para quem utiliza o produto diariamente?
Existe alguma alternativa mais barata com as mesmas especificações?
É exatamente nesse tipo de decisão que ferramentas como ChatGPT e outros assistentes podem ganhar espaço.
Em vez de abrir dez páginas diferentes, o consumidor pode conversar com a inteligência artificial até chegar a uma pequena lista de produtos.
Essa mudança reduz parte do caminho tradicional entre descoberta e compra.
A Shopify chama esse fenômeno de uma espécie de compressão da jornada do consumidor: etapas que antes aconteciam separadamente — pesquisar, comparar, entender diferenças e decidir — podem ocorrer dentro de uma única conversa antes mesmo de o usuário visitar a loja.
Por isso, esse visitante pode valer muito.
Ele chega menos curioso e mais decidido.
O Google ainda domina — e provavelmente continuará sendo fundamental
O crescimento de 197% naturalmente produz títulos chamativos sobre uma possível substituição do Google.
Os próprios números da Shopify, entretanto, mostram que essa conclusão ainda seria precipitada.
A base da busca orgânica é muito maior. Mesmo crescendo “apenas” 12% no segundo trimestre, o tráfego orgânico continuou enviando mais visitantes aos lojistas do que todas as ferramentas de IA acompanhadas pela Shopify somadas.
Existe ainda outro ponto que frequentemente passa despercebido.
O próprio Google está se transformando em uma experiência baseada em inteligência artificial.
AI Overviews e AI Mode fazem parte da Busca, portanto a disputa não é simplesmente “Google contra IA”. O Google está incorporando IA diretamente ao seu próprio mecanismo de pesquisa. Segundo a empresa, esses recursos continuam utilizando seus sistemas principais de qualidade, indexação e ranking da Busca.
Isso significa que uma página pode participar de uma resposta produzida por IA e, ao mesmo tempo, continuar fazendo parte do ecossistema de busca do Google.
Existe até uma dificuldade de medição nesse cenário.
A própria Shopify alerta que visitas geradas por recursos como os AI Overviews do Google podem continuar sendo classificadas pelas ferramentas de análise como tráfego orgânico. Consequentemente, a parcela real de jornadas influenciadas por inteligência artificial pode ser maior do que os relatórios de referência mostram atualmente.
Essa é uma das razões pelas quais eu teria bastante cuidado com previsões sobre a “morte do SEO”.
A transformação parece estar acontecendo de outra forma.
O SEO não desaparece.
Ele começa a dividir espaço com uma nova forma de descoberta.
O próprio Google continua recomendando fundamentos tradicionais: conteúdo útil, estrutura técnica clara, páginas rastreáveis, informações precisas e uma boa experiência para o usuário. A empresa diz explicitamente que não existe uma otimização secreta ou um conjunto especial de requisitos para entrar no AI Mode ou nos AI Overviews.
Para uma loja virtual, isso é uma notícia importante.
Não é necessário escolher entre “otimizar para o Google” ou “otimizar para a inteligência artificial”.
Uma boa parte do trabalho serve aos dois.
A grande mudança pode estar na forma como o consumidor procura produtos
Talvez a mudança mais profunda não esteja acontecendo no algoritmo.
Está acontecendo na pergunta.
A busca tradicional treinou consumidores durante décadas a reduzirem suas necessidades a poucas palavras.
“Melhor TV 55 polegadas.”
“Notebook gamer barato.”
“Tênis corrida feminino.”
“Celular boa câmera.”
Uma inteligência artificial funciona melhor quando recebe contexto.
O consumidor pode explicar exatamente para que precisa daquele produto, quanto pretende gastar, quais características são obrigatórias e até quais produtos já pesquisou.
O resultado é uma pesquisa muito mais próxima de uma conversa com um vendedor especializado.
É justamente por isso que determinados produtos aparecem com resultados melhores.
A Shopify encontrou desempenho especialmente forte nas categorias em que especificações técnicas influenciam a decisão. Em algumas delas, visitantes vindos da IA converteram aproximadamente duas vezes mais que os visitantes da busca orgânica.
Mesmo dentro de uma mesma categoria existem diferenças interessantes.
No segmento de vestuário e acessórios, por exemplo, a Shopify encontrou conversão aproximadamente 1,6 vez superior para visitantes vindos de IA. Em produtos que exigem mais comparação, essa vantagem aumentou: relógios chegaram a aproximadamente 2,4 vezes e colares a cerca de 2,3 vezes.
Isso não significa que toda loja de relógios automaticamente venderá 2,4 vezes mais através do ChatGPT.
Os números são agregados e precisam ser interpretados como uma indicação de comportamento, não como garantia de resultado.
Aliás, existe uma limitação importante no estudo: a Shopify informou que utilizou dados de comércio eletrônico do segundo trimestre de sua base de lojas, mas não divulgou quantos comerciantes ou transações participaram da análise.
Mesmo com essa ressalva, o padrão é relevante.
Quanto mais o consumidor precisa pensar antes de comprar, maior parece ser o espaço para a inteligência artificial ajudá-lo a chegar a uma decisão.
Metade das visitas vindas da IA já cai diretamente na página do produto
Esse talvez seja um dos dados mais úteis para quem possui um e-commerce.
Segundo a Shopify, 50% das sessões encaminhadas por inteligência artificial no segundo trimestre começaram diretamente em uma página de produto.
Isso muda completamente a importância dessa página.
Muitas lojas ainda tratam a página do produto praticamente como uma ficha de estoque.
Foto.
Nome.
Preço.
Duas linhas de descrição.
Botão comprar.
Esse modelo pode perder oportunidades em um ambiente onde o consumidor chega diretamente naquela página depois de uma pesquisa longa feita dentro de uma IA.
Se aquela é a primeira interação do cliente com sua marca, a página precisa responder rapidamente às perguntas que ainda restam.
O produto realmente é compatível com aquilo que ele precisa?
Qual é o material?
Quais são as dimensões?
Serve para qual tipo de consumidor?
Existe garantia?
Quanto tempo demora a entrega?
É possível devolver?
O que outros compradores acharam?
Qual a diferença para outro modelo?
Quanto mais completas e objetivas forem essas informações, menor a chance de o consumidor precisar voltar para outra pesquisa.
A Shopify recomenda justamente fortalecer páginas de produtos com descrições claras, especificações, casos de uso, compatibilidade, avaliações, informações sobre entrega e devolução, perguntas frequentes e elementos que facilitem a comparação.
Essa recomendação não é apenas para agradar à inteligência artificial.
É uma boa página de vendas.
Talvez essa seja uma das conclusões mais interessantes dessa transformação: muitas das estratégias apresentadas como “SEO para IA” são, na verdade, coisas que bons e-commerces deveriam fazer há muito tempo.
Informações estruturadas podem valer cada vez mais dinheiro
Existe outro dado do estudo que merece atenção especial.
Quando uma ferramenta de IA utilizou informações estruturadas diretamente do Shopify Catalog para identificar e recomendar produtos, os compradores encaminhados para a loja converteram aproximadamente duas vezes melhor do que aqueles vindos de sessões em que a IA dependia de informações raspadas de páginas ou de feeds de terceiros.
Esse resultado mostra a importância crescente dos dados de produto.
Para uma máquina, existe uma diferença entre tentar “adivinhar” as características de um produto lendo uma página e receber informações organizadas dizendo claramente:
marca;
modelo;
tamanho;
material;
cor;
compatibilidade;
preço;
estoque;
categoria;
características;
prazo e condições.
Quanto melhor for essa informação, maior a possibilidade de o sistema entender em qual situação aquele produto faz sentido.
Imagine uma pessoa perguntando:
“Preciso de um tênis para correr três vezes por semana, tenho pisada neutra, peso 90 quilos e prefiro bastante amortecimento.”
Para recomendar corretamente, a IA precisa compreender muito mais do que a palavra “tênis”.
Precisa conseguir relacionar atributos do produto com a necessidade do consumidor.
É aí que catálogos estruturados começam a adquirir um valor enorme.
A própria OpenAI já oferece mecanismos para que comerciantes forneçam dados estruturados de seus produtos para o ChatGPT, incluindo informações atualizadas de preço e disponibilidade. No caso específico dos comerciantes Shopify, a OpenAI informa que os dados de produtos já são integrados ao ChatGPT através do Shopify Catalog para ajudar na exibição mais completa e precisa de produtos em conversas relevantes.
A OpenAI também desenvolveu o Agentic Commerce Protocol, uma infraestrutura destinada a conectar informações de catálogos de comerciantes às experiências de compra dentro do ChatGPT.
O Google caminha em direção semelhante. Seus sistemas continuam utilizando Merchant Center, dados dos produtos e o índice tradicional da Busca para alimentar experiências comerciais e recursos de IA. A empresa também vem desenvolvendo protocolos que permitem que agentes realizem etapas da compra diretamente a partir das experiências de inteligência artificial.
Isso aponta para uma mudança importante no comércio eletrônico.
Durante anos, o principal desafio era fazer o consumidor chegar ao site.
Agora podemos entrar em uma fase na qual será igualmente importante fazer as máquinas entenderem exatamente o que a loja vende.
ChatGPT pode realmente virar o novo Google das lojas virtuais?
A resposta hoje é: ainda não.
Mas ignorar o movimento também seria um erro.
O tráfego de IA praticamente triplicar em um ano é significativo.
Pedidos originados desse canal também triplicarem é ainda mais importante.
Visitantes converterem cerca de 80% melhor ao chegar às páginas de produtos torna o assunto difícil de ignorar.
E determinadas categorias registrarem o dobro da conversão mostra que existe valor comercial real, e não apenas curiosidade tecnológica.
Mas existe uma diferença enorme entre crescimento percentual e tamanho absoluto.
Um canal pequeno pode crescer 200% e continuar muito menor que um canal gigantesco que cresce 10%.
É exatamente o que precisamos lembrar aqui.
O Google continua entregando uma quantidade muito maior de tráfego.
O estudo da Shopify não informou a participação percentual das ferramentas de IA sobre o total de visitas de todas as lojas analisadas. Também não divulgou o número de comerciantes ou transações usados na amostra.
Portanto, interpretar o crescimento de 197% como se “ChatGPT já estivesse tomando o lugar do Google” seria exagerado.
Existe, porém, uma leitura mais útil.
O consumidor está começando a ganhar mais uma porta para entrar na loja.
Antes ele podia chegar pelo Google, Instagram, Facebook, TikTok, e-mail, anúncio, marketplace ou acesso direto.
Agora existe também a recomendação de uma inteligência artificial.
E essa porta, apesar de menor, está crescendo muito rápido.
O que uma loja virtual deveria fazer agora?
Eu não reduziria investimento em SEO para apostar tudo em IA.
Os próprios dados mostram que isso seria prematuro.
O caminho mais inteligente hoje é preparar a operação para ser encontrada nos dois ambientes.
Isso começa com algo bastante básico: uma loja tecnicamente organizada.
Produtos precisam ter nomes claros, descrições completas e atributos corretos. Informações de preço e estoque devem estar atualizadas. Variações precisam ser bem identificadas. Fotos precisam mostrar aquilo que está sendo vendido. Especificações técnicas devem estar disponíveis em formato fácil de interpretar.
Avaliações de clientes também ganham importância.
Elas ajudam pessoas a tomar decisões, mas também fornecem informações adicionais sobre utilização, qualidade e adequação do produto. A Shopify recomenda coletar e apresentar avaliações reais e, quando apropriado, utilizar marcação estruturada para que os mecanismos de busca consigam interpretar melhor esses dados.
Outro ponto importante são as descrições.
Copiar simplesmente o texto do fabricante para centenas de produtos provavelmente será cada vez menos competitivo.
Uma boa descrição precisa explicar para quem aquele produto é indicado, quais problemas resolve, suas limitações, diferenças entre versões e situações reais de utilização.
O Google vem reforçando essa mesma orientação para suas experiências com IA: conteúdo útil, original e produzido para atender o usuário continua tendo mais importância do que criar textos artificiais apenas tentando manipular mecanismos generativos.
Isso também desmonta parte da corrida em torno de siglas como GEO e AEO.
Existem técnicas legítimas para melhorar a clareza das informações para sistemas de IA, mas não existe uma fórmula mágica.
O próprio Google afirma que não é necessário reescrever todo conteúdo “para a inteligência artificial”, criar arquivos especiais ou dividir textos artificialmente em pequenos pedaços para aparecer em suas experiências generativas.
Para uma loja virtual, uma estratégia mais sólida passa por uma pergunta simples:
se uma pessoa ou uma inteligência artificial precisasse decidir se meu produto é a melhor opção para uma necessidade específica, minha página oferece informação suficiente para chegar a essa conclusão?
Se a resposta for não, existe trabalho a fazer.
Também será necessário aprender a medir esse novo tráfego
A próxima dificuldade do marketing digital será descobrir quanto dinheiro essas visitas realmente geram.
A Shopify já possui uma área chamada Agentic em sua administração que reúne informações de canais de IA e permite acompanhar sessões, pedidos, vendas e conversões relacionadas a ambientes como ChatGPT, Copilot, Google e Shop.
Para operações fora desse ambiente, uma alternativa é criar agrupamentos específicos nas ferramentas de analytics para identificar referências vindas de ChatGPT, Gemini, Copilot, Perplexity, Claude e outras plataformas.
Ainda assim, a medição não é perfeita.
Como já vimos, algumas visitas influenciadas por IA dentro do próprio Google podem aparecer simplesmente como tráfego orgânico.
Isso significa que o mercado provavelmente passará os próximos anos tentando melhorar a atribuição dessas vendas.
Quem merece o crédito por uma compra?
Foi o artigo que apareceu no Google?
A recomendação feita pelo ChatGPT?
O vídeo do Instagram que apresentou a marca?
O anúncio visto três dias antes?
A pesquisa realizada posteriormente dentro de uma IA?
Essa discussão já existia no marketing digital.
A IA apenas adicionou mais uma camada.
O comércio eletrônico não está deixando o Google; está ficando mais distribuído
Talvez essa seja a melhor maneira de interpretar os dados divulgados pela Shopify.
O Google continua extremamente relevante.
A busca orgânica continua crescendo.
Ao mesmo tempo, consumidores começam a descobrir produtos através de ChatGPT, Copilot, Gemini e outras experiências de inteligência artificial.
Uma coisa não necessariamente elimina a outra.
A própria Shopify chegou a essa conclusão ao analisar os números: em vez de uma simples transferência de usuários do Google para a IA, o mercado parece estar mostrando mais formas de pesquisa e descoberta acontecendo ao mesmo tempo.
Isso pode ser especialmente positivo para marcas menores.
Em uma busca tradicional muito competitiva, uma pequena loja precisa disputar espaço com marketplaces gigantes, marcas conhecidas e sites que possuem anos de autoridade no Google.
Uma conversa com inteligência artificial pode funcionar de maneira diferente.
Se alguém procura “a melhor mochila impermeável para viajar de avião como bagagem pessoal e carregar notebook de 15 polegadas”, existe espaço para produtos muito específicos aparecerem porque combinam melhor com aquela necessidade.
Isso não significa que pequenas empresas automaticamente vencerão grandes marcas.
Mas cria novas situações nas quais relevância pode importar tanto quanto popularidade.
E talvez esse seja um dos aspectos mais promissores da chamada busca por IA.
Estamos caminhando de uma internet na qual o consumidor procura uma lista de páginas para outra em que ele pode explicar um problema e pedir diretamente uma recomendação.
Para os lojistas, isso muda uma parte importante do trabalho.
Não basta apenas aparecer.
O produto precisa ser entendido.
Precisa ter informações completas.
Precisa transmitir confiança.
E precisa estar preparado para um consumidor que talvez chegue à página já sabendo exatamente o que procura.
O crescimento de 197% no tráfego originado por inteligência artificial não significa que ChatGPT e outras ferramentas já substituíram o Google. Os números da Shopify mostram justamente o contrário: a busca orgânica continua muito maior e também continua crescendo.
Mas existe uma transformação em andamento.
Hoje, a IA ainda representa uma nova fonte de tráfego.
Amanhã, ela pode se tornar uma etapa importante da própria decisão de compra.
E existe uma diferença enorme entre essas duas coisas.
Para quem vende pela internet, portanto, talvez a pergunta mais importante não seja se o ChatGPT vai se tornar “o novo Google”.
A pergunta deveria ser outra:
quando um consumidor pedir a uma inteligência artificial uma recomendação sobre um produto que sua empresa vende, sua loja terá informação e relevância suficientes para entrar na resposta?










