Conseguir um empréstimo, aumentar o limite do cartão ou encontrar uma oferta de crédito pessoal em condições razoáveis pode começar a ficar mais difícil para uma parcela dos brasileiros. Os maiores bancos do país estão demonstrando mais cautela para emprestar dinheiro justamente em um momento em que o endividamento das famílias permanece elevado e a inadimplência continua atingindo milhões de consumidores.
Itaú, Bradesco, Santander e Banco do Brasil deram sinais semelhantes durante a temporada de resultados do segundo trimestre de 2026: a prioridade daqui para frente é crescer com mais segurança. Isso significa direcionar uma parcela maior dos empréstimos para clientes considerados de menor risco e para modalidades que possuem alguma garantia, enquanto operações sem garantia, como determinados empréstimos pessoais e parte do crédito oferecido por meio dos cartões, passam por critérios mais rígidos.
É uma mudança que pode parecer distante para quem acompanha apenas os balanços dos bancos, mas que chega rapidamente ao dia a dia. Quando uma instituição financeira fica mais seletiva, o consumidor pode perceber isso de diferentes maneiras: um limite que deixa de subir, uma proposta de empréstimo que desaparece do aplicativo, uma taxa de juros maior, um financiamento que exige uma entrada maior ou até uma solicitação de crédito que antes seria aprovada e passa a ser recusada.
A situação merece atenção principalmente porque acontece em um país no qual o crédito virou parte importante do orçamento familiar. O problema não está simplesmente no fato de as pessoas terem dívidas. Financiamentos, cartões e empréstimos fazem parte da vida financeira de milhões de famílias. A preocupação surge quando tantas parcelas se acumulam que sobra pouco espaço no orçamento para absorver um imprevisto, uma redução de renda ou uma nova despesa.
Os dados mais recentes ajudam a entender essa preocupação. O endividamento das famílias com o sistema financeiro permanece próximo de 50% da renda acumulada, segundo informações do Banco Central. É importante fazer uma distinção: isso não significa que metade do salário recebido todos os meses esteja necessariamente comprometida com parcelas. O indicador de comprometimento mensal da renda com o serviço das dívidas está em patamar próximo de 29%. São conceitos diferentes, embora ambos mostrem uma situação financeira bastante pressionada.
Ao mesmo tempo, a Serasa Experian aponta que 83,9 milhões de brasileiros estavam inadimplentes em julho de 2026, o equivalente a cerca de 51% da população adulta considerada pelo levantamento. É um número enorme e ajuda a explicar por que os bancos estão olhando com muito mais cuidado para a capacidade de pagamento antes de aprovar novas operações.
Os bancos não querem parar de emprestar, mas querem escolher melhor para quem emprestam
Existe uma diferença importante entre uma crise em que os bancos simplesmente fecham as linhas de crédito e o movimento que estamos vendo agora. As instituições continuam querendo emprestar dinheiro porque essa é uma parte fundamental do negócio bancário. O que está mudando é o nível de risco que elas estão dispostas a aceitar.
A Reuters reuniu nesta sexta-feira, 14 de agosto, declarações dos principais bancos brasileiros que apontam praticamente para a mesma direção. A preocupação está especialmente nos empréstimos sem garantia e nos consumidores de renda mais baixa que já possuem uma parcela relevante do orçamento comprometida.
No Itaú, por exemplo, a administração demonstrou preocupação com o volume de crédito que foi colocado no mercado nos últimos anos em comparação com a capacidade das famílias de absorver novas dívidas. Diante dessa avaliação, o banco está priorizando modalidades garantidas e mantendo maior cautela no crédito ao consumidor sem garantia. O Itaú fechou o segundo trimestre de 2026 com lucro recorrente gerencial de R$ 12,4 bilhões e retorno sobre o patrimônio de 24,3%, mostrando que a seletividade não ocorre por falta de capacidade de emprestar, mas como uma decisão de gestão de risco.
No Bradesco, a sinalização também foi clara. A instituição vem reduzindo o apetite por operações consideradas mais arriscadas entre clientes de menor renda e aumentando a participação de empréstimos protegidos por algum tipo de garantia. Essa estratégia pode permitir que o banco continue ampliando determinadas carteiras sem assumir o mesmo nível de risco observado no crédito pessoal tradicional.
O Santander foi ainda mais específico ao falar sobre o perfil de renda. O banco reduziu sua exposição a tomadores considerados mais arriscados, com atenção especial aos clientes que recebem menos de R$ 4 mil mensais. A instituição reconheceu que esse é justamente um público bastante amplo no mercado brasileiro e afirmou que pretende buscar principalmente operações com algum tipo de garantia quando trabalha com faixas de renda superiores.
No Banco do Brasil, que divulgou nesta semana seu resultado do segundo trimestre, a estratégia passa por aumentar a participação de empréstimos consignados destinados aos setores público e privado, modalidades nas quais as parcelas são descontadas diretamente da renda do tomador. A instituição também colocou entre seus objetivos estratégicos ampliar significativamente a quantidade de clientes considerados de maior valor nos próximos anos.
Quando quatro dos maiores bancos do país começam a transmitir uma mensagem semelhante, vale prestar atenção.
O crédito não desaparece. Ele começa a mudar de endereço.
Uma pessoa com renda estável, bom histórico de pagamentos, baixo nível de comprometimento financeiro e possibilidade de oferecer algum tipo de garantia tende a continuar encontrando boas opções. Já alguém que utiliza boa parte do limite do cartão, possui vários empréstimos simultaneamente, atrasou pagamentos recentemente ou compromete uma parcela elevada da renda poderá encontrar uma barreira cada vez maior.
Quem pode sentir primeiro o aperto no crédito
O primeiro grupo que tende a perceber a mudança é formado justamente pelos consumidores que dependem mais de modalidades sem garantia.
Um empréstimo com imóvel ou veículo em garantia oferece ao banco uma proteção caso o cliente não consiga pagar. O mesmo ocorre, de maneira diferente, com o consignado, no qual a parcela é descontada diretamente da folha de pagamento ou do benefício. Como o risco de inadimplência costuma ser menor nessas operações, elas normalmente conseguem sobreviver melhor a períodos de maior cautela.
No crédito pessoal tradicional, a situação é diferente. O banco entrega o dinheiro sem ter um bem específico como garantia e depende basicamente da capacidade financeira do cliente para receber as parcelas. Quanto maior a inadimplência da economia, maior tende a ser o cuidado na análise.
O cartão de crédito também entra nessa discussão.
Parte do crescimento do endividamento brasileiro aconteceu justamente através de modalidades que podem apresentar custos elevados quando não são pagas corretamente. Cartões e empréstimos pessoais ampliaram o acesso de milhões de consumidores ao crédito, especialmente depois do crescimento dos bancos digitais, fintechs e meios de pagamento eletrônicos. Ao mesmo tempo, essa facilidade tornou possível acumular várias linhas de crédito em instituições diferentes.
Para quem possui cinco cartões, dois empréstimos pessoais, parcelas de compras e ainda utiliza limite da conta, o problema não aparece apenas em uma instituição. Os bancos conseguem visualizar uma parcela cada vez maior dessas informações através dos sistemas de crédito e da análise do comportamento financeiro do cliente.
Na prática, o limite disponível não deve ser confundido com renda.
Esse é um erro muito comum. Uma pessoa recebe R$ 3 mil por mês e possui cartões que, somados, oferecem R$ 15 mil ou R$ 20 mil de limite. Isso não significa que ela ganhou capacidade de gastar R$ 20 mil. Significa apenas que diferentes instituições estão dispostas, naquele momento, a oferecer determinado volume de crédito.
Quando o cenário fica mais arriscado, esses limites podem ser revistos.
Outro grupo que pode enfrentar dificuldades é formado por consumidores que procuram crédito justamente porque já estão financeiramente apertados. Muitas vezes, a pessoa começa usando o cartão para completar o orçamento. Depois recorre ao limite da conta. Em seguida contrata um empréstimo para pagar outras dívidas. Quando finalmente tenta obter mais crédito, já apresenta uma relação bastante elevada entre renda e parcelas.
Do ponto de vista do consumidor, aquele empréstimo novo parece a solução.
Do ponto de vista do banco, pode parecer mais um risco.
Esse é um dos motivos pelos quais o aperto tende a atingir com mais intensidade quem já está endividado.
Os números da Serasa mostram o tamanho desse universo. Em julho, os 83,9 milhões de consumidores inadimplentes correspondiam a aproximadamente 51% da população adulta, segundo o indicador da instituição. Além disso, a demanda dos consumidores por crédito havia recuado 5,4% em junho na comparação mensal, apesar de ainda acumular crescimento de 13,1% no ano.
A Pesquisa de Endividamento e Inadimplência do Consumidor da CNC também continua acompanhando uma parcela muito elevada de famílias com algum tipo de dívida. A edição referente a julho foi divulgada em 6 de agosto e reforça como endividamento, atrasos e capacidade de pagamento continuam no centro da discussão sobre o consumo brasileiro.
Existe ainda uma situação que chama atenção: essa deterioração das finanças familiares acontece mesmo com um mercado de trabalho relativamente forte.
Isso torna o cenário diferente de uma crise tradicional. Normalmente, espera-se um salto na inadimplência depois de um forte aumento do desemprego. Agora, porém, o país convive com indicadores positivos de ocupação e renda ao mesmo tempo em que milhões de famílias continuam encontrando dificuldades para organizar suas dívidas. Em maio, por exemplo, a Serasa destacava desemprego de 5,6% e renda real média de R$ 3.726, mas já registrava 83,5 milhões de consumidores inadimplentes naquele período.
A explicação passa pelo acúmulo de obrigações.
Mesmo uma pessoa empregada pode estar financeiramente fragilizada quando precisa pagar financiamento, consignado, cartão, parcelamentos e outros compromissos todos os meses.
Juros menores não significam crédito fácil imediatamente
Existe outro detalhe importante neste momento.
O Banco Central começou a reduzir a taxa básica de juros e, no início de agosto, cortou novamente a Selic, que chegou a 14% ao ano. Foi a quarta redução consecutiva. Em teoria, juros básicos menores tendem a criar condições melhores para que o custo do crédito recue ao longo do tempo.
Mas esse processo não acontece de maneira automática.
A taxa de um empréstimo não depende apenas da Selic. O banco também considera o risco de o cliente não pagar, despesas administrativas, impostos, custo de captação, margem da instituição e as características daquela modalidade.
Imagine dois clientes procurando R$ 10 mil.
O primeiro possui emprego estável, praticamente nenhuma dívida, paga todas as contas em dia e busca um empréstimo com garantia.
O segundo já compromete uma parte significativa da renda com outras parcelas, utiliza frequentemente o limite do cartão e apresenta atrasos recentes.
Mesmo que a Selic seja exatamente a mesma para os dois, o banco enxerga riscos completamente diferentes.
É por isso que podemos entrar em uma fase aparentemente contraditória: o Banco Central reduz os juros, mas alguns consumidores continuam encontrando taxas caras ou até dificuldade para conseguir aprovação.
O Banco Central já vinha alertando para essa necessidade de cautela. Em março, o Comitê de Estabilidade Financeira destacou que juros ainda elevados, aumento da inadimplência, comprometimento da renda e endividamento das famílias exigiam maior diligência das instituições na concessão de crédito e no controle do risco.
O comportamento atual dos grandes bancos parece justamente colocar essa preocupação em prática.
Crédito com garantia deve ganhar ainda mais espaço
Se existe uma modalidade que provavelmente continuará sendo disputada pelos bancos, é o crédito protegido por garantias.
Financiamento imobiliário, financiamento de veículos, empréstimo com imóvel ou automóvel em garantia e diferentes modalidades de consignado possuem estruturas que reduzem o risco para a instituição financeira.
Isso não significa que sejam automaticamente bons negócios para o consumidor. Colocar um patrimônio como garantia exige ainda mais responsabilidade, porque a consequência de não pagar pode ser muito mais séria.
Mas, do ponto de vista bancário, a diferença é enorme.
Em um empréstimo pessoal de R$ 30 mil sem garantia, o banco pode enfrentar dificuldades para recuperar o dinheiro se houver inadimplência. Em uma operação garantida por um veículo ou imóvel, existe um ativo associado à dívida.
Essa segurança pode se transformar em taxas menores, prazos maiores e maior disposição para liberar o crédito.
O consignado possui outra característica importante: como o pagamento é descontado diretamente da renda, existe uma previsibilidade maior de recebimento.
É exatamente por isso que o Banco do Brasil sinalizou intenção de concentrar parte do crescimento das operações com pessoas físicas em crédito consignado para trabalhadores dos setores público e privado.
Para o consumidor, porém, existe uma regra que vale em qualquer modalidade: juros menores não transformam uma dívida desnecessária em uma boa dívida.
Um consignado barato que compromete uma renda já apertada continua podendo causar problemas.
O que fazer se o banco começar a negar crédito ou reduzir seu limite?
Quando uma instituição reduz um limite ou recusa uma solicitação, a primeira reação de muitas pessoas é procurar outro banco.
Às vezes isso funciona.
O problema começa quando essa procura vira uma corrida para encontrar alguém disposto a emprestar mais dinheiro sem que a causa do problema financeiro seja resolvida.
Se vários bancos começam a reduzir simultaneamente a exposição ao crédito mais arriscado, o ideal é usar isso como um sinal para revisar o orçamento.
O primeiro passo é descobrir quanto da renda mensal já está destinado ao pagamento de dívidas. Não considere apenas o financiamento maior. Coloque na conta empréstimos, parcelas, cartão, consignado, financiamento do carro e qualquer obrigação recorrente.
Depois, vale olhar para o custo de cada dívida.
Uma família pode ter R$ 40 mil em um financiamento imobiliário relativamente barato e R$ 4 mil no cartão com juros muito maiores. O saldo do financiamento é dez vezes superior, mas o problema mais urgente talvez esteja justamente na dívida menor.
Outra atitude importante é evitar pedir crédito em várias instituições ao mesmo tempo apenas para testar onde existe aprovação.
Antes de contratar um novo empréstimo para pagar uma dívida antiga, compare o Custo Efetivo Total, o CET. Ele mostra não apenas os juros, mas também outros encargos envolvidos na operação.
Trocar uma dívida cara por outra mais barata pode fazer sentido.
Trocar uma dívida por outra apenas para ganhar algumas semanas dificilmente resolve o problema.
Também vale conhecer alternativas como portabilidade de crédito e renegociação. Em determinadas situações, é possível transferir uma dívida para uma instituição que ofereça condições melhores, reduzindo a taxa sem precisar simplesmente adicionar mais um empréstimo ao orçamento.
E existe um cuidado especialmente importante neste momento: não recorrer automaticamente a financeiras desconhecidas porque um grande banco negou a operação.
Quanto mais difícil fica conseguir crédito no sistema tradicional, maior é o espaço para ofertas aparentemente fáceis, muitas vezes divulgadas em redes sociais e mensagens de WhatsApp.
Promessas de empréstimo para negativados sem análise, especialmente quando existe cobrança antecipada para liberar o dinheiro, devem ser encaradas com extrema desconfiança.
O aperto no crédito também pode chegar à economia
Essa mudança não interessa somente a quem pretende contratar um empréstimo.
O crédito é uma das engrenagens do consumo brasileiro.
Famílias financiam carros, eletrodomésticos, celulares, viagens, reformas e inúmeras outras compras. Quando os bancos ficam mais seletivos, uma parcela dessas vendas deixa de acontecer ou é adiada.
Isso pode atingir principalmente setores que dependem de parcelamento e financiamento.
Existe até um paralelo histórico que preocupa alguns analistas. Períodos de forte expansão do crédito acompanhados por crescimento acelerado do endividamento das famílias já foram seguidos, no Brasil, por fases de desaceleração mais intensa do consumo. A discussão atual é se algo semelhante pode ocorrer à medida que a economia perde velocidade.
As projeções mencionadas pela Reuters apontam atualmente para crescimento do PIB brasileiro próximo de 2% em 2026 e mediana de aproximadamente 1,5% para 2027 entre economistas consultados pelo Banco Central. O Banco do Brasil trabalha com uma visão ainda mais cautelosa e mencionou crescimento próximo de 1% para o próximo ano.
Se a economia desacelerar enquanto as famílias continuam muito endividadas, os bancos terão ainda mais motivos para proteger suas carteiras.
Forma-se então uma espécie de círculo.
Famílias endividadas reduzem o consumo. Os bancos enxergam maior risco e emprestam com mais cuidado. Com menos crédito disponível, o consumo pode perder ainda mais força. Empresas vendem menos e a economia desacelera.
É justamente esse movimento que as instituições financeiras parecem tentar antecipar.
Para quem mantém as contas organizadas, o cenário pode ser diferente
Apesar do alerta, não significa que todo brasileiro terá dificuldade para conseguir crédito.
Na verdade, a seletividade pode aumentar a diferença entre os perfis de consumidores.
Clientes com bom histórico de pagamentos, renda comprovada, relacionamento consistente com a instituição e baixo endividamento podem continuar recebendo ofertas e até condições melhores à medida que a Selic recua.
Os próprios bancos deixam claro que ainda existe interesse em expandir determinadas carteiras.
O que diminuiu foi a disposição para crescer a qualquer custo.
No Santander, por exemplo, a instituição deixou clara a preferência por determinados níveis de renda e por operações garantidas. O Bradesco também destaca uma carteira mais protegida por garantias, enquanto o Itaú vem favorecendo linhas consideradas mais seguras. O Banco do Brasil, por sua vez, pretende aumentar a participação de clientes de maior valor e ampliar modalidades como o consignado.
Nesse ambiente, ter um bom histórico financeiro passa a ter ainda mais valor.
Pagar contas em dia, evitar utilizar continuamente todo o limite do cartão, reduzir o número de dívidas simultâneas e manter uma reserva para emergências não serve apenas para organizar a vida financeira. Essas atitudes também ajudam a criar um perfil de menor risco perante o sistema financeiro.
E isso pode fazer diferença justamente quando os bancos começam a selecionar mais.
O momento atual, portanto, não deve ser interpretado como o fim do crédito no Brasil. O que estamos vendo é uma mudança de postura depois de um período de expansão importante dos empréstimos e aumento do endividamento.
A mensagem enviada pelos grandes bancos durante esta temporada de balanços é relativamente clara: o dinheiro continuará disponível, mas a análise para decidir quem recebe, quanto recebe e a que preço tende a ficar mais rigorosa.
Para milhões de brasileiros que já chegam ao fim do mês com boa parte da renda comprometida, isso pode representar menos limite e mais dificuldade para conseguir novos empréstimos.
Mas talvez exista também um alerta maior por trás dessa história.
Quando mais da metade da população adulta aparece em situação de inadimplência em um dos principais levantamentos do país e o endividamento das famílias se aproxima de máximas históricas, encontrar mais crédito deixa de ser a única questão. Em muitos casos, o desafio passa a ser encontrar uma maneira de precisar cada vez menos dele.










