O alerta de que um Super El Niño poderá aumentar a necessidade de acionamento das usinas termelétricas colocou novamente a conta de luz no centro das preocupações das famílias brasileiras. Para quem acompanha apenas o valor final da fatura, pode parecer estranho que um fenômeno climático no Oceano Pacífico consiga interferir no orçamento de uma casa no Brasil. Mas a ligação existe e passa principalmente pela quantidade de chuva que chega às regiões onde estão os maiores reservatórios das hidrelétricas, pelo aumento do consumo em dias muito quentes e pelo custo das fontes de energia usadas quando a geração hidráulica não é suficiente.
O Operador Nacional do Sistema Elétrico, o ONS, trabalha com diferentes cenários porque ninguém consegue prever com total certeza quanto vai chover nos próximos meses. Em um cenário menos favorável, com demanda elevada e condições hidrológicas ruins, o país pode precisar utilizar uma parcela maior de sua capacidade termelétrica. Isso não significa que haverá um aumento automático e imediato para todos os consumidores, muito menos que um apagão esteja confirmado. O alerta mostra, porém, que o custo de produzir energia pode subir e que as condições do sistema precisarão ser acompanhadas com atenção durante a transição entre o período seco e o período chuvoso.
Em setembro de 2026, a bandeira tarifária permanece amarela. Segundo a Agência Nacional de Energia Elétrica, a Aneel, essa bandeira adiciona R$ 1,885 a cada 100 quilowatts-hora consumidos. O valor isolado pode parecer pequeno, mas a situação pode ficar mais pesada se houver aumento no consumo, reajuste da distribuidora ou mudança para uma bandeira mais cara. Por isso, entender o que está acontecendo ajuda o consumidor a evitar sustos, diferenciar risco de fato consumado e adotar medidas que realmente reduzem a conta.
O que é o Super El Niño e por que o ONS acendeu o sinal de alerta
O El Niño é um fenômeno natural caracterizado pelo aquecimento anormal das águas superficiais de uma região do Oceano Pacífico Equatorial. Esse aquecimento modifica a circulação de ventos e a distribuição de umidade na atmosfera, alterando o padrão de chuvas e temperaturas em diferentes partes do planeta. Quando o aquecimento é excepcionalmente intenso, a expressão Super El Niño costuma ser usada para indicar um evento mais forte, com maior capacidade de provocar extremos climáticos.
No Brasil, os efeitos não são iguais em todas as regiões. Em linhas gerais, eventos fortes podem favorecer volumes elevados de chuva no Sul, enquanto partes do Norte e do Nordeste enfrentam maior risco de calor e de precipitação abaixo do necessário. No Sudeste e no Centro-Oeste, onde está uma parcela relevante dos reservatórios usados pelo sistema elétrico, o comportamento das chuvas pode variar bastante ao longo do evento. Essa incerteza é justamente o ponto que preocupa o planejamento do setor: mesmo quando o nível atual de alguns reservatórios parece confortável, a combinação de poucas chuvas futuras e consumo crescente pode deteriorar a segurança energética.
O sistema brasileiro continua muito dependente das hidrelétricas, embora a participação de energia eólica e solar tenha aumentado rapidamente. A água armazenada nos reservatórios funciona como uma espécie de poupança de energia. Quando chove de forma adequada nas bacias corretas, essa reserva é recomposta e as usinas conseguem gerar eletricidade com custo relativamente baixo. Quando as afluências ficam fracas, o operador preserva água e chama outras fontes para garantir o abastecimento.
No Programa Mensal da Operação de setembro, o ONS mostrou que a situação é diferente entre os subsistemas. O planejamento considera dados de energia natural afluente, armazenamento, previsão de carga e custo marginal de operação. Para o Sudeste e Centro-Oeste, por exemplo, o relatório projetava redução gradual da energia armazenada ao longo do mês. No Norte, as afluências esperadas estavam em nível mais fraco em relação à média histórica. Esses números não devem ser lidos como previsão definitiva de crise, mas como insumos para preparar o sistema antes que um problema apareça.
Outro fator é a demanda. Um El Niño muito forte pode elevar as temperaturas e aumentar o uso de ar-condicionado, ventiladores, geladeiras e equipamentos de refrigeração no comércio e na indústria. O consumo cresce justamente quando a disponibilidade de água pode estar sob pressão. O ONS estimou avanço da carga no começo de setembro, com destaque para o Nordeste. Quando a procura sobe e a fonte mais barata não consegue acompanhar no mesmo ritmo, o sistema recorre às alternativas disponíveis.
Por isso, o acionamento de termelétricas é uma medida preventiva e operacional, não um sinal automático de desabastecimento. Essas usinas conseguem entrar em funcionamento para complementar a geração, estabilizar o sistema e atender aos horários de maior demanda. O problema para o bolso está no combustível: várias termelétricas utilizam gás natural, óleo combustível, diesel ou carvão, matérias-primas mais caras e sujeitas às oscilações do mercado internacional e do câmbio.
Por que usar mais termelétricas deixa a energia mais cara
Uma hidrelétrica já construída utiliza a força da água para movimentar turbinas e, em geral, apresenta custo operacional menor. Usinas solares e eólicas também têm baixo custo de combustível, porque usam o sol e o vento. Já uma termelétrica precisa comprar e queimar combustível continuamente para gerar eletricidade. Quanto mais caro for o combustível e menos eficiente for a usina, maior tende a ser o custo de cada megawatt-hora produzido.
O ONS não escolhe a fonte apenas pelo preço. Ele precisa manter o fornecimento estável a cada segundo, equilibrando geração e consumo. A energia solar cai no fim da tarde, exatamente quando muitas pessoas chegam em casa e ligam equipamentos. O vento varia ao longo do dia. A chuva pode ficar abaixo do previsto. Linhas de transmissão também possuem limites. Nessas situações, a geração térmica funciona como uma garantia de potência, podendo ser acionada quando o sistema precisa de resposta rápida ou quando as outras fontes não atendem à carga.
O custo adicional aparece inicialmente no mercado de energia e, dependendo da duração e da intensidade, pode chegar ao consumidor por diferentes caminhos. O mais conhecido é o sistema de bandeiras tarifárias. A bandeira verde indica que não há cobrança extra relacionada às condições de geração. A amarela acrescenta um valor moderado. As bandeiras vermelhas, divididas em patamares, representam condições mais caras e cobranças maiores. A cor é definida mensalmente pela Aneel a partir de projeções de custo.
Em setembro de 2026, a bandeira amarela adiciona R$ 1,885 para cada 100 kWh. Uma residência que consome 200 kWh tem acréscimo aproximado de R$ 3,77 antes dos impostos incidentes. Em 300 kWh, o adicional chega a cerca de R$ 5,66. A bandeira, entretanto, é apenas uma parte da fatura. O valor final inclui tarifa de energia, uso da rede, encargos, tributos, iluminação pública e, em alguns lugares, outros componentes. Por isso, uma família pode perceber aumento maior do que a simples multiplicação do adicional.
Também é importante não confundir bandeira tarifária com reajuste anual. A bandeira muda conforme o custo conjuntural de geração e pode voltar a verde quando as condições melhoram. O reajuste da distribuidora é um processo regulatório que atualiza tarifas e incorpora custos estruturais. Assim, mesmo que a bandeira permaneça igual, a conta pode mudar por reajuste local, aumento de consumo, alteração de impostos ou encerramento de um desconto temporário.
Foi justamente um desconto temporário que ajudou a aliviar a inflação de agosto: o Bônus de Itaipu reduziu a conta de milhões de consumidores. Esse crédito não representa uma queda permanente da tarifa. Quando o benefício deixa de aparecer, a comparação do mês seguinte pode mostrar alta, ainda que a bandeira não tenha piorado. O consumidor precisa observar a quantidade consumida em kWh, e não apenas o total em reais, para descobrir se está gastando mais energia ou se a tarifa mudou.
Se o Super El Niño levar ao uso prolongado de termelétricas, o custo pode pressionar as bandeiras dos meses seguintes, aumentar encargos e influenciar revisões tarifárias futuras. Mas não existe uma relação automática do tipo “El Niño chegou, a conta vai subir determinado percentual”. O impacto depende das chuvas em cada bacia, do nível dos reservatórios, da temperatura, do consumo, da geração eólica e solar, do preço dos combustíveis e das decisões operacionais.
O risco é de conta mais alta ou de falta de energia?
O cenário mais provável discutido neste momento é de pressão sobre custos, e não de falta de energia confirmada. O Brasil possui um sistema interligado de grande extensão, capaz de transferir eletricidade entre regiões. Quando chove mais no Sul, por exemplo, parte da energia pode ajudar outros subsistemas, respeitados os limites de transmissão. O país também ampliou significativamente as fontes eólica e solar, o que reduz a dependência exclusiva das hidrelétricas.
Entretanto, a diversidade não elimina todos os riscos. A energia solar distribuída, instalada em telhados e terrenos, produz bastante durante o dia, mas cai rapidamente ao anoitecer. As hidrelétricas continuam importantes para compensar essa variação. As termelétricas completam o equilíbrio quando há pouca água, vento insuficiente ou demanda muito alta. Se vários problemas ocorrerem ao mesmo tempo, o operador pode adotar medidas adicionais, como importação de energia, gestão de demanda e despacho de usinas mais caras.
Um apagão costuma envolver fatores diferentes, como falha em linhas de transmissão, problemas técnicos, eventos climáticos extremos ou desequilíbrios repentinos. O uso de térmicas, na verdade, é uma das ferramentas utilizadas para evitar insuficiência de geração. Portanto, espalhar a informação de que o alerta significa apagão iminente seria incorreto. O que existe é uma necessidade maior de preparação para cenários extremos e de acompanhamento constante.
Para empresas, especialmente as que usam refrigeração, máquinas elétricas ou funcionamento prolongado, a alta da energia pode reduzir margens e ser repassada aos preços. Supermercados, padarias, restaurantes, indústrias, shoppings e produtores rurais sentem rapidamente esse efeito. Dessa forma, uma energia mais cara pode aparecer indiretamente no orçamento familiar por meio de alimentos, serviços e produtos, além da própria conta residencial.
O clima também afeta os alimentos. Calor excessivo, seca em determinadas regiões ou chuvas intensas em outras podem reduzir produtividade, dificultar transporte e alterar safras. Assim, o Super El Niño pode pressionar simultaneamente energia e alimentação, duas despesas essenciais. Esse é um dos motivos pelos quais economistas acompanham o fenômeno: ele pode mexer com a inflação e influenciar a velocidade de redução da taxa Selic.
Se a inflação ficar mais resistente, o Banco Central tende a manter os juros altos por mais tempo. Isso encarece cartões, empréstimos e financiamentos, reduz o consumo e afeta empresas. Uma mudança climática que parece distante pode, portanto, seguir um caminho longo até o bolso: menos chuva nos reservatórios, mais térmicas, energia mais cara, custos empresariais maiores, pressão nos preços e cautela adicional na política de juros.
Como reduzir a conta sem abrir mão do conforto e o que observar nos próximos meses
O primeiro passo é comparar o consumo em kWh com o mesmo período do ano anterior e com os últimos meses. O valor em reais pode variar por tarifas e impostos, enquanto os kWh mostram o comportamento dentro da residência. Se o consumo subiu muito, vale identificar quais equipamentos foram usados com maior frequência. Ar-condicionado, chuveiro elétrico, geladeira antiga, freezer e ferro de passar costumam pesar bastante.
No ar-condicionado, manter portas e janelas fechadas, limpar filtros e escolher temperatura moderada ajuda a reduzir o esforço do aparelho. Configurar 23°C ou 24°C costuma exigir menos energia do que tentar deixar o ambiente excessivamente frio. O ventilador pode complementar a circulação do ar. Em cômodos vazios, o equipamento deve ser desligado. Na compra de um aparelho novo, o consumidor precisa observar a eficiência energética e dimensionar a potência para o tamanho do ambiente.
O chuveiro elétrico também merece atenção. Banhos mais curtos e a posição de menor potência quando a temperatura permite fazem diferença. Uma casa com quatro pessoas pode economizar vários kWh ao reduzir alguns minutos de banho diariamente. Não é necessário transformar o cotidiano em desconforto; a ideia é eliminar desperdícios que se repetem todos os dias.
A geladeira deve ficar afastada de fontes de calor, com espaço para ventilação e borrachas de vedação em bom estado. Colocar alimentos quentes dentro do equipamento e abrir a porta repetidamente aumenta o consumo. Uma geladeira muito antiga pode custar barato para continuar usando, mas cara na conta de luz. Antes de trocar, é importante calcular o ganho de eficiência, o preço do aparelho e o tempo necessário para a economia compensar a compra.
Também vale revisar instalações elétricas, principalmente quando existem fios aquecendo, quedas frequentes de disjuntor ou consumo incompatível com a rotina. Fuga de corrente representa gasto e risco de acidente. A avaliação deve ser feita por profissional qualificado. Soluções improvisadas podem provocar choque ou incêndio.
Famílias inscritas no Cadastro Único devem verificar se atendem aos critérios da Tarifa Social de Energia Elétrica. O benefício oferece descontos conforme as regras vigentes e o consumo. Manter os dados atualizados e conferir a vinculação do benefício à unidade consumidora pode reduzir uma despesa essencial. Em caso de dúvida, o consumidor deve procurar a distribuidora ou os canais oficiais.
Quem pensa em instalar painéis solares precisa evitar promessas de “conta zerada”. Mesmo com geração própria, podem existir cobranças mínimas, uso da rede, tributos e regras de compensação. O investimento pode ser interessante, mas exige análise de consumo, incidência solar, qualidade dos equipamentos, garantia, financiamento e prazo de retorno. Contratar dívida cara para economizar energia pode não fazer sentido se a parcela superar o benefício mensal.
Nos próximos meses, o consumidor deve acompanhar quatro informações: a bandeira tarifária anunciada pela Aneel, o nível dos reservatórios divulgado pelo ONS, as previsões climáticas oficiais e o consumo registrado na própria fatura. Manchetes sobre clima devem ser lidas com cuidado, porque cenários mudam conforme novas medições. Uma projeção de risco não é uma sentença, mas também não deve ser ignorada.
O alerta do ONS é importante justamente porque permite agir antes de uma situação crítica. O setor elétrico pode programar térmicas, preservar reservatórios, reforçar intercâmbios e avaliar medidas de resposta da demanda. O governo e a agência reguladora, por sua vez, precisam comunicar de forma clara os custos e evitar que despesas sejam apenas adiadas para o futuro.
Para as famílias, a melhor proteção é combinar informação com controle de consumo. Não há motivo para pânico, mas existe razão para atenção. Se o Super El Niño se confirmar com grande intensidade e prejudicar as chuvas nas bacias estratégicas, a energia poderá ficar mais cara. Se as condições hidrológicas forem melhores, o impacto poderá ser menor. A conta de luz dependerá dessa combinação e das decisões tomadas ao longo dos próximos meses.
Em resumo, as termelétricas ajudam a garantir o fornecimento quando outras fontes não são suficientes, mas produzem energia mais cara. O risco imediato não é uma alta automática de grande proporção, e sim o aumento gradual do custo de operação, que pode aparecer nas bandeiras e em tarifas futuras. Observar os kWh, corrigir desperdícios e acompanhar os comunicados oficiais são atitudes simples que colocam o consumidor em posição melhor para enfrentar qualquer cenário.
Para quem mora de aluguel, também é importante separar investimentos que pertencem ao imóvel das mudanças de hábito do morador. Trocar lâmpadas, ajustar o uso do chuveiro e cuidar da vedação da geladeira são medidas simples. Já uma reforma elétrica, a substituição de fiação antiga ou a instalação de painéis solares deve ser conversada com o proprietário. Registrar por escrito problemas que provocam consumo excessivo protege as duas partes e evita que um defeito continue aumentando a fatura.
Condomínios podem agir de forma coletiva. Bombas de água, elevadores, iluminação de garagem e portaria representam parcela relevante do consumo comum. Síndicos devem comparar contas, revisar contratos de demanda quando aplicável, instalar sensores em áreas de pouca circulação e acompanhar equipamentos que funcionam continuamente. A economia aparece na taxa condominial e alcança todas as unidades, inclusive moradores que já consomem pouco dentro de casa.
Pequenos empresários precisam observar a relação entre energia e faturamento. Em vez de simplesmente desligar equipamentos essenciais, podem deslocar tarefas para horários mais eficientes, revisar manutenção, substituir aparelhos no fim da vida útil e medir consumo por setor. Padarias e restaurantes, por exemplo, devem checar vedação de câmaras frias, limpeza de condensadores e uso simultâneo de equipamentos. A manutenção preventiva costuma custar menos do que meses de desperdício.
Ao receber uma conta muito acima do normal, confira o número de dias faturados, a leitura anterior, a leitura atual e se houve cobrança pela média. Um vazamento de energia, erro de medição ou período de leitura mais longo pode distorcer a comparação. Fotografe o medidor, guarde protocolos e procure a distribuidora. Se a resposta não resolver, o consumidor pode recorrer à ouvidoria, à agência reguladora estadual quando houver, à Aneel e aos órgãos de defesa do consumidor.
Desconfie de mensagens que prometem desconto imediato por causa do El Niño ou solicitam pagamento para evitar corte. Golpistas aproveitam notícias sobre tarifas e benefícios para enviar boletos falsos e links de suposta atualização cadastral. Use apenas o aplicativo, o site e os telefones oficiais da distribuidora. Antes de pagar, confira o beneficiário, o CNPJ, o valor e a identificação da unidade consumidora.
Outro cuidado é não comprar equipamentos “economizadores” sem comprovação. Dispositivos vendidos com promessa de reduzir a conta pela metade, apenas conectados à tomada, frequentemente não entregam o resultado anunciado. Eficiência energética depende de tecnologia adequada, instalação correta e hábitos. O selo de eficiência, as especificações do fabricante e uma avaliação profissional são referências melhores do que vídeos promocionais.
A discussão sobre o Super El Niño também mostra por que o planejamento energético precisa olhar vários anos. Linhas de transmissão, armazenamento, usinas e programas de resposta da demanda não são construídos de um mês para o outro. Quanto mais diversificada e confiável for a matriz, menor a dependência de uma única condição climática. Isso não elimina custos, mas reduz a chance de soluções emergenciais mais caras.
Para o consumidor, a conclusão prática permanece simples: prepare o orçamento para alguma oscilação, mas não tome decisões com base no medo. Uma reserva para contas essenciais, ainda que pequena, ajuda quando luz e alimentos sobem juntos. Se houver folga em um mês, não considere automaticamente aquele valor como permanente. A cautela transforma uma notícia climática em planejamento financeiro, em vez de ansiedade.
Fontes consultadas
As informações deste artigo foram elaboradas com base no Programa Mensal da Operação do ONS, no Relatório Executivo do PMO de setembro de 2026, no comunicado da Aneel sobre a bandeira amarela e na reportagem publicada pelo UOL Economia. As projeções podem ser atualizadas conforme o clima, o consumo e a operação do sistema.











